Thursday, August 19, 2010

Nós.

Dois poetas altruístas, tentando contar a verdade que escondem através de suas metáforas.

A única coisa que querem, o melhor para o outro, sempre esquecendo deles mesmos.
É amor, como poderia ser diferente?

Pensamentos e mais pensamentos sobre o assunto. Aposto que é o que mais rodeia as suas cabeças e os pertubam.

Enquanto isso, outro personagem apenas observa, sem saber o que se passa no mundo lá fora tão perto do seu.

A poetisa, sabe, que independente do que aconteça, o poeta o amará, e não tomará nenhuma atitude drástica a respeito. Por mais cruel que a mesma seja, ele sabe que ela não quer seu mal, ele pode sentir isso.

Esta é estreita linha entre o que pode mais nos pode fazer bem e o que menos pode prejudicar.

Agora, a terceira pessoa do singular, o poeta não imagina o que pode acontecer ou que atitude aquela pessoa poderia tomar, por isso ele só teme machucar e acidentalmente tirar ainda mais, a paz de sua amada poetisa.
Mesmo que isso acabe com sua própria paz e vice-versa, num ciclo infinito, próximo de se extinguir.

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