Como serão as coisas então?
O fato estar preso à falta de ação, me deixa a sós com meus pensamentos e palavras,
palavras cheias de sentimentos, mas que talvez,
cheguem ao destino esvaziadas e desgatadas,
pelo vento, pela distância, pela falta de movimento e visibilidade ou pela rotina.
Palavras vindas de um coração acelerado, precipitado e agitado como um de verdadeiro ariano.
Tão verdadeiras, mas, que não saem pela boca, já que está tão longe que não pode ser ouvida, ou sentida,
assim como esses olhares perdidos, em frente a uma antiga tela de vidro,
ou ao teto, esperando uma resposta sua.
Aqui onde horas se passam em segundos, onde me vejo só, me imagino aí, e sinto como se estivesse ao meu lado.
Vontades e desejos, quero escrever sobre eles, esse é meu refúgio, pois talvez não poderei dizer sobre tudo que já escrevi ou o que penso, por não ser a hora certa de fazer isso, aquela hora a qual ninguém sabe qual é, mas que uma vez aparece e sela meios transformando-os em novos começos.
Eu estou de olhos abertos e não estou cego, apesar de tudo que tento fazer e demonstrar.
Sei que a luta pode ser em vão, sei que pode ser igual a tudo, e tudo pode mudar e ser igual a quando havia nada.
Há sempre mais um lugar vago na sombra para aqueles que andam sozinhos e em silêncio nas multidões, bem aqui ao meu lado.
Sunday, August 29, 2010
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