Monday, June 14, 2010

Emicida - Sozinho

Sou meio lobo solitário eu sempre sigo sozinho.
Desde pivete eu tenho amigos mais me sinto sozinho.
Meus problemas são meus, eu vo resolver sozinho.
Não sou muleta pros vermes por isso eu sigo sozinho.

Sentindo frio, num eterno vazio,
Só quem conhece viu,
Como meu olhar é distante, Tio,
não sou daqui, não me sinto parte integrante da obra,
Eu me vejo como um estranho num ninho de cobra, é foda.
Meu pensamento é mais podre que o que resta da feira,
Escrevo, gravo na esperança que alguém os queira.
Não vou sorrir só pra fazer "uma social",
Me tornar um verdadeiro falso pros falsos isso é real.
E essa é a minha maldição,
Seguir sozinho na multidão, com tantas incertezas envenenando o coração.
Se é cada qual na sua solidão, eu to na minha.
Vendo os vacilões se perderem por não ter o que botar nas linhas.

[...]

Mais sou eu desconfiado e receoso,
Com semblante mau humorado dos inofensivos mais perigoso...
Amuado penso várias bostas,
Vários perguntam se eu estou bem, mas poucos se importam com a resposta.

[...]

Os oposto não se atrai, Vejo os verso que se trai,
Sigo sozinho com os fone no carro dos meus iguais,
Olhando as faixas no asfalto eu penso o seguinte:
"Pra quem quer viver cem anos eu já to bem triste com vinte."
Fui mandado de volta pra concluir a missão,
Não pra virar um derrotado e colecionar frustração,
A opção, diminuir o tanto de gente ao redor,
Vai ter menos decepção e assim vai ser bem melhor.
Sob a luz de mercúrio trampando uns assunto fudido,
Se desse pra explicar eu já teria entendido.
A confiança é uma mulher ingrata numa orgia,
Mas graças a Deus nunca fui de me perder com as vadias...

Algumas alterações, poesia marginal. Não sei porque demorei tanto pra postar.

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